"O homem desce do carro para fechar o portão. Do canto da tela aparecem três bandidos ninjas; um deles derruba o homem, que cai no chão e leva vários chutes. Ele tenta se levantar e é derrubado de novo. Mais chutes, sangue e gritos. O herói vê a cena e se aproxima. Prepara-se para reagir e salvar o homem, que precisa de sua ajuda. Os bandidos ninjas estão armados. Cuidado! Um tiro é disparado contra o herói... Apertar as teclas rapidamente, superar dificuldades, enfrentar o perigo, criar estratégias, surpreender o inimigo, não cometer nenhum vacilo, escolher a melhor forma de atacar, vencer o combate. Ah, os games de ação têm tanta emoção! Mas, espera! A cena que se passa é real. Os bandidos são cruéis e a violência é brutal. O sangue é de verdade e os gritos são de dor. Está acontecendo na realidade. Um sequestro! E o homem que apanha dos bandidos é o meu avô, meu querido vovô! É assim que Cláudio Renato, viciado no mundo virtual dos games de ação, sente a realidade cair em cima dele com toda a sua violência. Depois de varar mais uma noite jogando no seu videogame e tendo levantado de madrugada para sair com o avô, ainda não está completamente desperto, a cabeça no Jogo da Selva, quando a fatalidade acontece. É preciso ser muito rápido, a bala vem em direção ao herói, e o herói é ele! Esse é apenas o primeiro desafio que Cláudio Renato terá de enfrentar se quiser preservar a vida e salvar a do avô. Segure-se, porque vem muito mais ação e suspense nas próximas páginas.
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