Destino
Na distopia criada pela autora, o futuro parece muito tranquilo. Os indivíduos têm acesso à educação, emprego e todo o bem-estar que um governo pode proporcionar - as ruas são extremamente limpas e organizadas e os meios de transporte são moderníssimos. Mas e esse mesmo governo, a quem todos chamam agora de Sociedade, e que decidem onde se deve morar, o que comer, onde trabalhar, como se divertir, com quem se casar e quando se deve morrer. ""Quando penso sobre de onde veio a ideia para este livro, tenho que dar todos os méritos ao meu marido", revela a autora. "Nós estávamos tendo uma conversa sobre casamento, e ele perguntou: e se o governo poderia decidir com quem as pessoas deveriam casar-se, e se este sistema fosse realmente excelente? E então nós começamos a falar sobre a ideia de as pessoas serem divididas por pares." Em "Destino", primeiro livro de uma trilogia, a protagonista Cassia tem absoluta confiança nas escolhas que a Sociedade lhe reserva. Ter o futuro definido pelo sistema e um preço aparentemente pequeno a se pagar por uma vida tranquila e saudável e pela escolha do companheiro perfeito para formar uma família. Como a maioria das meninas, aos 17 anos, ela já está pronta para conhecer seu Par. Após o anúncio oficial, a menina sente-se mais segura do que nunca. Romântica, sonhava há anos com o momento do Banquete do Par, a cerimônia em que a Sociedade apontava aos jovens com quem irá se casar. Quando surge numa tela o rosto de seu amigo mais querido, Xander - bonito, inteligente, atencioso, íntimo dela há tantos anos -, tudo parece bom demais para ser verdade. Na cerimônia, Cássia recebe um micro cartão onde estão armazenadas todas as informações que precisa saber sobre seu futuro marido. Mas ao inseri-lo no terminal de sua casa, tem uma grande surpresa: a tela se apaga, volta a se acender por um instante, revelando um outro rosto, e se apaga de novo. E Ky Markham, um antigo vizinho, quem ela vê. Neste instante, o mundo de certezas.

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